Por Robson Belli
Alguém que estuda demonologia,
angelologia, cabala e os grimórios medievais é uma pessoa que busca compreender
e analisar as crenças e práticas relacionadas às entidades celestiais e
demoníacas na cultura ocidental. Essa pessoa tem um forte interesse em entender
as hierarquias e papéis atribuídos a essas entidades, bem como as práticas
rituais e mágias associados a elas.
Essa pessoa pode ter uma
abordagem crítica e um tanto cética em relação a essas crenças, ou pode ter uma
visão mais espiritual e prática, ou ainda ambas as coisas, como é o meu caso.
Independentemente da abordagem adotada, é importante destacar que o estudo
desses tópicos é baseado em uma fundamentação histórica e em fontes primarias.
Ao estudar demonologia,
angelologia, cabala e os grimórios medievais, essa pessoa busca compreender a
história e a evolução dessas práticas e crenças, bem como a sua relevância
cultural e espiritual. Eu costumo buscar adotar uma abordagem de estudo mais acadêmica desses tópicos, buscando compreender
a fundo as fontes primárias e a história dessas práticas e crenças, em seu
contexto histórico e cultural.
Por outro lado, eu também posso
em alguns momentos ter uma abordagem mais prática, buscando aplicar essas
crenças e práticas em minha própria vida e espiritualidade. Eu penso e vejo a
demonologia, angelologia, cabala e os grimórios medievais como formas legítimas
de espiritualidade e busca pessoal, e pode adoto uma abordagem mais experencial
para o estudo desses tópicos.
Independentemente da abordagem
adotada, é importante destacar que alguém que estuda demonologia, angelologia,
cabala e os grimórios medievais está buscando compreender e analisar as crenças
e práticas relacionadas às entidades celestiais e demoníacas na cultura ocidental.
Esse estudo pode fornecer insights valiosos sobre a história, cultura e
espiritualidade ocidentais, e isso é uma fonte de inspiração e busca pessoal
para mim que adoto essas crenças e práticas.
Como um Magista Salomônico vê a adoração a demonios?
Como qualquer pessoa que estuda
demonologia, angelologia, cabala e os grimórios medievais a serio veria, com
uma visão crítica em relação à adoração a demônios. Eu entendo a natureza e os
papéis atribuídos aos demônios e reconheço que, na maioria das tradições, eles
são considerados seres malévolos que buscam levar as pessoas para um caminho entropico.
Portanto, eu não vejo a adoração
a demônios como uma prática espiritualmente legítima ou benéfica. Ao contrário,
eu vejo a adoração a demônios como uma prática que pode levar a uma visão
distorcida e equivocada da espiritualidade, e que pode levar a uma busca pelo
poder e pela influência que muitas vezes se sobrepõe à preocupação com o
bem-estar e a conexão com o divino.
Além disso, eu vejo a adoração a
demônios como uma forma de adoração egoísta, que coloca as necessidades e
desejos individuais acima do bem-estar coletivo e pode levar a um afastamento
da responsabilidade social e cívica. Ela pode argumentar que, em vez de adorar
demônios, as pessoas devem se concentrar em práticas espirituais que promovam o
bem-estar pessoal e coletivo, a conexão com o sagrado e a busca por uma vida
mais significativa e plena.
Em resumo, uma pessoa que estuda
demonologia, angelologia, cabala e os grimórios medievais provavelmente veria a
adoração a demônios como uma prática espiritualmente equivocada e
potencialmente perigosa. Ela pode argumentar que, em vez de adorar demônios, as
pessoas devem buscar práticas espirituais que promovam o bem-estar pessoal e
coletivo, a conexão com o sagrado e a busca por uma vida mais significativa e
plena.
Se o magista for pragmatico como ele reagiria a
movimentos new age?
Se a pessoa que estuda
demonologia, angelologia, cabala e os grimórios medievais for pragmática como
eu sou, ela provavelmente terá uma abordagem crítica em relação a movimentos
New Age que sejam mal fundamentados. Nós valorizamos a fundamentação histórica em
nossos estudos e, portanto, tendemos a ser bastante céticos em relação a
práticas que não tenham uma base sólida em fontes primárias confiáveis e
precisas.
Uma pessoa como essa pode ver o
movimento New Age como um fenômeno interessante, mas podemos e com muita
propriedade argumentar que muitas práticas New Age são mal fundamentadas e têm
pouca relação com as tradições espirituais autênticas. Nos ainda podemos
argumentar sem muito temor que a falta de fundamento sólido pode levar a
práticas que são potencialmente perigosas ou sem efeito, e podemos defender a
importância da busca de uma compreensão precisa e completa da história, cultura
e espiritualidade relacionados às práticas espirituais.
Além disso, uma pessoa pragmática como eu que estuda magia cerimonial pode argumentar que a busca pela espiritualidade deve ser fundamentada em práticas que sejam comprovadamente eficazes e que promovam o bem-estar pessoal. Costumo argumentar que as práticas espirituais devem ser avaliadas com base em critérios de eficácia e segurança, e que os indivíduos devem buscar práticas que sejam benéficas para si mesmos.
Sobre o mito de Salomão
A atribuição da magia grimorial a
Salomão tem uma importância simbólica muito significativa para mim como
praticante de magia. Salomão é uma figura lendária na tradição judaico-cristã,
conhecido por sua sabedoria, riqueza e poder. Como mago, vejo Salomão como um
modelo a ser seguido em busca do conhecimento e da maestria das artes mágicas.
Além disso, a atribuição da magia
grimorial a Salomão dá uma sensação de continuidade e autenticidade à prática
mágica. Acredita-se que a tradição grimorial remonta aos tempos antigos e é
baseada em textos antigos e sagrados, muitos dos quais atribuídos a Salomão.
Assim, a atribuição da magia grimorial a Salomão dá uma sensação de conexão com
as raízes históricas da prática mágica e com aqueles que vieram antes de nós.
Por fim, a figura de Salomão na
magia grimorial também representa o poder e o controle sobre as entidades e
forças sobrenaturais. Acredita-se que Salomão tenha tido o poder de conjurar e
controlar demônios, anjos e outros seres mágicos, e isso é uma habilidade que
muitos magos da tradição grimorial buscam adquirir. Para mim, essa capacidade de
controlar o mundo espiritual é fundamental para a prática da magia, e a
atribuição da magia grimorial a Salomão reforça essa ideia.
Em resumo, a atribuição da magia
grimorial a Salomão tem uma importância simbólica significativa para mim como
praticante de magia, representando a sabedoria, autenticidade e poder da
tradição mágica grimorial.
Gostaria de acrescentar que,
embora nós entendamos que a atribuição da magia grimorial a Salomão possa ser
considerada um mito, é interessante observar que essa crença já existia em
tempos antigos. O historiador judeu-romano Flavio Josefo, por exemplo, já faz
referência a Salomão como um exímio conhecedor da magia, e acredita-se que a
cena de Eleazar, na qual um exorcismo é realizado invocando o nome de Salomão,
também contribuiu para a associação entre Salomão e a magia. Independentemente
de sua historicidade, a figura de Salomão continua sendo um símbolo poderoso na
prática mágica, representando o conhecimento, a tradição e o domínio sobre o
mundo espiritual.
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